Fontes bem próximas a Bin Laden é que são a origem dos rumores
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terça-feira, 30 de outubro de 2001
France Presse<br>De Washington 
As últimas ameaças de atentados contra os Estados Unidos proviriam de Osama bin Laden e de sua organização Al Qaeda, afirmou ontem o coordenador da luta antiterrorista junto à Casa Branca, Tom Ridge. Ridge precisou que a decisão de lançar uma advertência segunda-feira à noite aos norte-americanos contra novos atentados foi motivada por informações confiáveis referentes à possibilidade de que o multimilionário nascido na Arábia Saudita e sua rede possam lançar esses ataques.
''É provável que os peritos (de inteligência) considerem essas informações ligadas ao Al Qaeda ou Bin Laden'', disse Ridge durante uma coletiva em Washington. Ridge frisou ontem que esta ameaça era ''baseada em informações convergentes e confiáveis, provenientes de múltiplas fontes'', indicando ''especificamente que aproximadamente em uma semana os Estados Unidos poderiam ser objeto de um novo ataque''.
ContatosResponsáveis da CIA (Agência Central de Inteligência norte-americana) se reuniram em segredo com colegas da Síria e da Líbia para obter ajuda na luta contra o suposto terrorista Osama bin Laden e sua rede Al Qaeda, informou ontem o New York Times. Um alto funcionário da direção das operações da CIA se reuniu com responsáveis pela inteligência síria em Damasco no início deste mês, indicaram fontes norte-americanos ao jornal. Não conseguiram saber, porém, detalhes das conversas secretas, segundo o New York Times. O encontro com os serviços sírios foi precedido por uma reunião em Londres entre responsáveis da CIA, do departamento de Estado e o chefe do serviço de inteligência da Líbia.
Durante o encontro em Londres, a eventual cooperação de Trípoli aos esforços da luta contra o terrorismo foi abordada. Os Estados Unidos também entraram em contato com os funcionários do serviço de inteligência do Sudão, onde Bin Laden viveu de 1991 a 1996. Segundo o New York Times, esta cooperação da CIA com Síria, Líbia e Sudão pode ser consequência da falta de pista do FBI (polícia federal) na investigação dos atentados de 11 de setembro em Nova York e Washington.


