Fome ameaça população na Albânia
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terça-feira, 01 de abril de 1997
France Presse 
France PresseO deficiente pedindo ajuda em plena rua, na Capital albanesa, é o retrato da dramática situação que o povo enfrentaGENEBRA - A Albânia está ameaçada por falta de alimentos, devido à redução diária das reservas nos armazéns das cidades, afirmou ontem em Genebra uma porta-voz do Programa Alimentar Mundial (PAM).
Os preços dos alimentos aumentam de forma dramática. A falta de segurança impediu o transporte de produtos frescos para as cidades e os estoques de alimentos diminuem dia a dia, disse a porta-voz, Christiane Berthiaume, à imprensa.
As casas especializadas estão fechando, segundo uma equipe do PAM, que viajou a Tirana na semana passada para analisar a situação.
Ainda não podemos falar de fome, mas se trata de uma situação que pode agravar-se muito rapidamente se nada for feito, acrescentou a porta-voz.
Para os próximos quatro meses, o PAM prepara o envio de gêneros de primeira necessidade destinados a 7.500 albaneses que estão em situação particularmente vulnerável (órfãos, anciãos e deficientes físicos) em Tirana e nas cidades vizinhas.
Pelo menos 200 pessoas morreram em um mês nesse país, dominado pelo caos e pela violência, desde que rebeldes antigovernamentais se apoderaram de cidades do Sul do país, saquearam instalações militares e pediram a renúncia do Presidente, Sali Berisha.
Ajuda A Itália organiza os preparativos para enviar uma força internacional de proteção à Albânia em 10 dias, guiada por um oficial italiano, enquanto continuava ontem a patrulhar no mar Adriático, após o naufrágio sexta-feira de uma embarcação albanesa no qual morreram 4 pessoas e 83 estão desaparecidas.
Quatro dias depois da tragédia no canal de Otranto, onde ocorreu o naufrágio devido ao choque com uma corveta italiana, em que só 34 pessoas se salvaram, o ministro da defesa italiano, Beniamino Andreatta, confirmou os preparativos para o envio da força de proteção que deve estar pronta nos próximos dias.
Apesar das polêmicas causadas pelo tratamento dado aos refugiados, o governo italiano continua coordenando a missão militar.


