Fome ameaça a América Central
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sábado, 04 de agosto de 2001
ANSA<BR>De Managuá 
O Programa Mundial de Alimentos (PMA) solicitou ajuda à comunidade internacional para aliviar a fome provocada pela seca e as inundações na América Central. Cerca de um milhão de pessoas em Honduras, Nicarágua, El Salvador e Guatemala estão em risco por problemas de insegurança alimentar.
A diretora interina do PMA para a América Latina, Rosa Inés Antolini, advertiu terça-feira que a fome se agravará se as chuvas não se normalizarem nos meses da segunda colheita anual, chamada pela população de postrera, entre setembro e dezembro.
Enquanto a maioria dos países centro-americanos são afetados pela seca, disse ela, povoados nicaraguenses na costa do Caribe estão sendo castigados por inundações, e ambas as situações acarretam a mesma consequência: fome.
Quase a sexta parte dos famintos é constituída, segundo o PMA, pela população de Honduras o país, de 6,5 milhões de habitantes, é um dos mais duramente atingidos pela seca.
A escassez de alimentos está sendo considerada como o problema mais grave depois do furacão Mitch que devastou o país há três anos, diz um informe do PMA.
Em 1998, a passagem do Mitch por Honduras deixou 5.657 mortos, 8.058 desaparecidos, 12.000 feridos e quase 3 milhões de desabrigados e atingidos por danos materiais.
Antolini disse que o PMA está solicitando a ajuda da comunidade internacional e dos países doadores a fim de obter uma resposta imediata e efetiva. Se a situação piorar, conforme assinalou a diretora, o problema regional pode atingir contornos incontroláveis.


