Foguetes matam agente do Hezbollah
Cinco foguetes, disparados ontem de um helicóptero do Exército israelense mataram o oficial Massud Ayyad, agente do Hezbollah, segundo Israel, enquanto o veículo esperava um sinal vermelho abrir numa rua de Gaza. O primeiro-ministro de saída, Ehud Barak, enviou imediatamente congratulações ao Exército e aos serviços de segurança, afirmando que esta operação constitui uma clara advertência a quem planeja atacar os israelenses.
Massu Ayyad, de 50 anos, comandante da Força 17, formada por guarda-costas de Yasser Arafat, morreu ao receber uma chuva de fogo vinda de um helicóptero israelense, que atacou seu automóvel quando passava perto do acampamento de Jabaliya, no Norte da Faixa de Gaza.
Segundo as testemunhas, o ataque foi realizado por um helicóptero Apache que lançou cinco foguetes contra o veículo que estava parado em um sinal vermelho.
O Exército isralense afirmou que Massud Ayyad era na realidade um agente do movimento xiita libanês Hezbollah.
Apesar disso, o ministro palestino da Justiça, Freih Abu Meddeine, classificou como enorme mentira esta acusação, assegurando que a vítima era um membro do Fatah, movimento de Arafat.
É a primeira vez desde o começo da Intifada (sublevação palestina), em setembro do ano passado, que o Exército israelense afirma ter matado um agente do Hezbollah, movimento que deu início à luta contra a ocupação israelense no Sul do Líbano. Israel promoveu retirada na região em maio de 2000.
Segundo o Exército israelense Ayyad dirigia uma organização palestina perigosa do Hezbollah em Gaza, e havia organizado numerosos ataques terroristas.
Os dois principais atentados organizados por Ayyad foram, segundo um comunicado do Exército, o lançamento de obuses contra a colônia judia de Netzarim, em Gaza, no dia 30 de janeiro e 10 de fevereiro passados. Massud Ayyad mantinha contatos regulares com o Hezbollah, acrescentou o Exército.
O primeiro alvo desta política israelense de execuções foi Hussein Abayat, chefe da milícia do Fatah no Sul da Cisjordânia, que foi executado em novembro de 2000 em circunstâncias idênticas: um míssel disparado de um helicóptero pulverizou seu veículo.
RepúdioEm Bruxelas, a União Européia (UE) pediu imediatamente a Israel que ponha fim à sua prática de eliminar palestinos, prática que qualificou de inaceitável e contrária ao estado de direito, em declaração difundida ontem pela presidência sueca dos Quinze.





