Zikim, Israel- Pelo menos 69 militares israelenses ficaram feridos ontem por um foguete palestino disparado a partir da Faixa de Gaza, em uma ação que poderá desencadear uma espiral de violência pela iminência de uma represália do Estado hebreu.
Trata-se do maior registro de feridos militares causados por um foguete palestino desde o início dos disparos de projéteis, em 2000.
Segundo um anúncio do porta-voz do Exército israelense, um dos militares feridos está em estado crítico, outros dois ficaram gravemente feridos, sete sofreram ferimentos menores e os demais apresentam ferimentos leves.
Cerca de 20 ambulâncias, além de dois helicópteros, levaram os feridos para vários hospitais.
O foguete caiu em uma tenda de campanha na base militar de Zikim, situada ao sul da cidade de Ashkelon, onde os jovens recrutas cumprem seus períodos de aulas. Mas estilhaços de foguete atingiram soldados que dormiam em tendas vizinhas, acrescentou o porta-voz.
A tenda continha apenas produtos de serviço de manutenção e garrafas de água.
Dezenas de pais de militares cujo período de aulas terminava ontem foram à base após o anúncio da explosão, em busca de notícias de seus filhos, informou a rádio militar.
As Brigadas al-Qods, braço armado da Jihad Islâmica, um grupo radical palestino, e os Comitês de Resistência Popular reivindicaram o ataque em um comunicado conjunto divulgado em Gaza.
A Jihad Islâmica denominou o ataque ''Aurora da Vitória'', declarou em uma entrevista coletiva à imprensa em Gaza um chefe do grupo, Abu Hamzeh, com o rosto mascarado.
''A resistência é a única alternativa para recuperarmos nossos direitos e libertar nossos lugares sagrados'', acrescentou ao advertir Israel para que não realize ''um ato estúpido'' atacando a Faixa de Gaza.
Pouco antes do ataque, quatro membros de uma família palestina, entre eles duas crianças, ficaram feridos pela explosão de um obus israelense em Beit Hanun (norte da Faixa de Gaza), ressaltaram fontes médicas.

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