Washington - O FMI (Fundo Monetário Internacional) anunciou, ontem (20), que irá inaugurar na próxima segunda-feira um processo "aberto, baseado em méritos e em transparência" para escolher o novo diretor-gerente da instituição, após a renúncia do francês Dominique Strauss-Kahn.

A promessa de transparência põe fim ao hermetismo que caracterizou a designação do responsável pelo organismo, dirigido por um europeu desde sua criação, em 1945.

O Conselho será o responsável por eleger o sucessor de Strauss-Kahn, que renunciou ao cargo anteontem, da cela onde estava preso no centro penitenciário Rikers Island, com "infinita tristeza" e abatido pelo escândalo sexual que ameaça arruinar sua bem-sucedida carreira política.

Strauss-Kahn, que aparecia nas pesquisas como favorito para as eleições presidenciais de 2012 na França, foi indiciado na Justiça americana por sete acusações - entre elas a de tentativa de estupro contra uma camareira de um hotel em Nova York -, em uma audiência na qual obteve liberdade condicional pagando fiança de US$ 1 milhão, além de deixar US$ 5 milhões como garantia.

Sua renúncia ao cargo máximo do FMI deu início ao que pode se transformar no primeiro processo realmente competitivo para a seleção da liderança na história do Fundo.

Um acordo firmado ao fim da Segunda Guerra Mundial sempre garantiu a chefia da instituição a um cidadão europeu, deixando a liderança do Banco Mundial a cargo de um americano.

No entanto, o crescente peso global dos países emergentes pôs em xeque esse privilégio. O mundo em desenvolvimento exige agora mudanças em um sistema que considera defasado.

Com informações da agência Efe.

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