Miami - O governador do Estado da Flórida, Jeb Bush, declarou estado de emergência ontem, tendo em vista a passagem da tempestade tropical Alberto. Milhares de pessoas na costa ocidental receberam ordens de deixar suas casas ante o risco de inundações. ''Sabemos por experiência que cada tempestade é diferente mas todas têm o potencial de tornar nossa vida miserável (...) assim, quero que todos a levem a sério'', disse Bush à imprensa.
''A tempestade tropical Alberto está a ponto de se tornar o primeiro furacão do ano no Atlântico ao ganhar força em frente à costa da Flórida'', informou ontem Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês), em Miami.
O alerta de furacão foi anunciado ontem para a costa do golfo da Flórida. A primeira tempestade tropical da temporada de furacões do Atlântico, Alberto que se formou domingo na região de Cuba pode passar para a categoria de furacão em 24 horas.
Segundo o NHC, os ventos formados por Alberto chegam a 113 km/h, número acima dos 85 km/h registrados no início da manhã de ontem. O centro da tempestade está localizado 306 quilômetros ao sul de Apalachicola e ela se move a 11 km/h para o norte.
De acordo com meteorologistas, chuvas fortes devem atingir regiões de Cuba, podendo ocasionar inundações e deslizamentos de terra, e da península da Flórida hoje.
A depressão tropical Alberto, que se transformou em tempestade, formou-se no sábado nove dias após o início da temporada de furacões no noroeste do Caribe. No domingo, a tempestade causou a retirada de 26 mil pessoas da Província de Pinar do Rio. Houve inundações, mas não há registro de vítimas nem danos significativos à agricultura ou a casas da região de Cuba.
De acordo com especialistas, a temporada de furacões de 2006 pode produzir ao menos 16 tempestades, seis delas podem se tornar furacões.
A Flórida e outros Estados do sul dos Estados Unidos, como a Louisiana e o Mississippi, ainda se recuperam da passagem do furacão Katrina, que atingiu a região em 2005 e foi um dos piores desastres naturais da história do país.
Meteorologistas esgotaram a lista de 21 nomes, que começava com Arlene e terminava com Wilma, e tiveram de recorrer, pela primeira vez, às letras do alfabeto grego.

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