O chefe de Estado austríaco, o social-democrata Heinz Fischer, foi reeleito ontem com 78,94% dos votos durante um pleito no qual a ultradireitista Barbara Rosenkranz, que criou polêmica com suas declarações sobre o Holocausto, sofreu um revés. Segundo os resutados oficiais provisórios, Rosenkranz obteve 15,62% dos votos. Ninguém duvidava da reeleição de Heinz Fischer, 71 anos, - a quem os Verdes apoiam com o objetivo de frear o avanço da extrema direita - para um segundo mandato, mas quem monopolizou as atenções foi a ultradireitista. Barbara, cujo marido é um dos fundadores de um partido neonazista, era, inicialmente, favorável a revisar a lei que reprime as atividades neonazistas no país e as opiniões que negam o Holocausto. Mas teve de se retificar por ser alvo de críticas, inclusive dentro de seu partido. O chefe do Estado austríaco desempenha um papel honorífico e moral, mas é o único líder eleito diretamente pelos cidadãos. (France Presse)

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