Fins terapêuticos servem para justificar clonagem
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2001
Indalecio AlvarezFrance Press De Londres 
A luz verde da Câmara dos Lordes à clonagem de embriões humanos para fins terapêuticos vai permitir que os cientistas britânicos achem aplicações eficientes no combate a doenças como o Mal de Parkinson, por exemplo, num prazo de cinco anos, declarou ontem um pesquisador. O voto da noite de segunda-feira permitirá que as experiências realizadas no homem, provavelmente em caso de doenças que atacam o cérebro, como o Mal de Parkinson, aconteçam num prazo de 3 anos, afirmou à rádio BBC Simon Best, responsável pela Associação da Indústria Bio. Se os experimentos confirmarem o que temos visto em animais, poderemos começar a ter, pelo menos em pequena escala, aplicações concretas dentro de 5 a 7 anos, acrescentou o investigador, que trabalhou para a companhia que realizou a clonagem da ovelha Dolly. Uma série de descobertas feitas por pesquisadores que realizaram experiências com animais utilizando células de animais clonados mostra ótimos resultados, acrescentou.
As células clonadas são identificadas como células amigas pelo sistema imunológico e não como um corpo estranho, o que permite evitar as rejeições - tão comuns em transplantes.
A lei aprovada por ampla maioria parlamentar em dezembro 366 votos a 174 recebeu apoio maior do que o previsto na Câmara Alta de Westminster: 212 contra 92 votos.


