Fim da aflição
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terça-feira, 15 de março de 2011
Davi Baldussi <br> Reportagem Local 
Londrina - Yasuo Hirama pode finalmente ter uma noite de sono tranquila ontem. Depois de quatro dias tentando, sem sucesso, contato com sua família que vive em Sendai e Shibata, áreas devastadas pelo terremoto e tsunami no Japão, o aposentado que vive no Centro de Londrina conseguiu conversar com seu irmão Hirashi na manhã de ontem.
Antes, por volta das 23 horas de segunda-feira, as boas novas acordaram a esposa de Hirama: Terumi. ''Eu já estava na cama quando atendi a ligação do irmão dele que me tranquilizou''. Naquele momento Yasuo participava de uma reunião com membros da comunidade japonesa sobre a tragédia na terra natal.
''Ele não estava conseguindo nem dormir nos últimos dias. Quando ouviu a voz do irmão, ele já começou a chorar'', conta a esposa. Enquanto conversava com a reportagem lembrando seus dias de aflição os olhos de Yasuo lacrimejavam. ''Pensava que estava tudo perdido, porque a região onde moram é muito plana e eu via as imagens na TV de como as ondas invadiram destruindo tudo'', confessou.
Foi por muito pouco que os familiares de Hirama não foram atingidos pelo tsunami. ''Faltaram só dois 2 quilômetros para a água chegar até a casa dele''. Os tremores que antecederam as ondas causaram danos na casa e quebraram móveis. ''Mas ninguém sofreu ferimentos, estão todos bem'', comemorou.
Mesmo após o contato com os irmãos, Yasuo continua acompanhando atentamente o noticiário sobre a tragédia. Nos dias em que buscava contato com sua família, Hirama discou insistentemente quatro números de telefones de irmãos e sobrinhos.
De acordo com Yasuo, seus irmãos e sobrinhos estão trabalhando como voluntários. Desde 2007 ele não vê os irmãos, que na época fizeram uma visita ao Brasil. Todos eles são japoneses, inclusive Yasuo, que veio para o País em 1957 e ganhou a vida como produtor rural.


