São Paulo - O candidato da direita nas eleições presidenciais francesas, François Fillon, pediu perdão a seus seguidores, neste domingo (5), pelo escândalo de empregos fantasmas que ameaça sua campanha. Ele voltou a defender sua inocência e disse que vai manter sua campanha. Em discurso diante de milhares de pessoas, perto da Torre Eiffel, Fillon admitiu - mais uma vez - ter cometido "um erro" ao contratar sua mulher, Penelope, como assistente parlamentar. Fillon disse, porém, estar convencido de que será inocentado. "O problema é que, aí, será tarde demais. As eleições terão sido manipuladas", declarou o candidato, de 63 anos.

No comício, Fillon lamentou ter sido "atacado por todo mundo" nas últimas semanas, mas reconheceu sua responsabilidade nos "enormes obstáculos" que marcaram sua campanha. "Eu lhes devo desculpas, incluindo a de ter de defender minha honra e a da minha mulher, enquanto que, tanto para vocês quanto para mim, o importante é defender nosso país", acrescentou. O perigo para os conservadores é perder eleições dadas quase como certas até a publicação em meados de janeiro, por parte do semanário "Le Canard Enchaîné", do caso dos empregos fantasmas envolvendo a família Fillon.

A marcha deste domingo foi convocada pelo próprio candidato em meio à sangria de apoios, como uma tentativa de demonstração de força ante seu próprio partido. Fillon vem sendo pressionado pelos caciques de seu partido a abandonar a corrida eleitoral.

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