Milhões de filipinos foram às urnas ontem para eleger seus parlamentares e principais dirigentes regionais, apesar do clima de violência que dominou o pleito. As operações de voto terminaram às 15 horas e a contagem manual dos votos começou de imediato, mas será preciso esperar ainda duas semanas para a divulgação dos resultados oficiais. A ausência de computadores obriga as Filipinas a contar os votos manualmente.
A violência, que caracterizou os últimos instantes da campanha eleitoral, continuou depois da abertura das mesas de votação.
Os atos de violência causaram 83 mortos em três meses, no que se considera o balanço mais contundente de todas as eleições já realizadas neste país.
Segundo a polícia, 49 pessoas morreram durante as eleições de 1992, 76 em 1995 e ‘‘apenas’’ 45 em 1998.
Mais de 36 milhões de filipinos foram convocados a eleger treze novos senadores, assim como a totalidade dos 209 representantes da Câmara, os responsáveis provinciais e as prefeituras nas 7.100 ilhas do arquipélago filipino.
Gloria Arroyo, que chegou ao poder graças a uma revolta popular apoiada pelo exército, espera obter a maioria no Congresso com o objetivo de seguir com suas reformas econômicas e adquirir a legitimidade eleitoral.
‘‘Este referendo fará um balanço da presidente Arroyo’’, indicou Malaia Ronas, especialista em ciências políticas da Universidade das Filipinas.
A ex-vice-presidente Arroyo substituiu, em 20 de janeiro passado, o presidente Estrada depois que ele se negou a abandonar suas funções devido a um escândalo de corrupção.
O ex-presidente é acusado de desviar em seu proveito cerca de 80 milhões de dólares dos recursos econômicos do país.
Todas as pesquisas situam os partidários da presidente na liderança da votação. Os candidatos da coalizão governamental poderão, dessa forma, conquistar as 13 cadeiras do Senado, segundo as pesquisas.

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