Brasília - Na semana em que o Líbano assistiu ao ataque israelense que matou dezenas de crianças em Qana, o governo brasileiro foi informado ontem sobre o nascimento de duas crianças filhas de brasileiros que estavam na região de conflito. Uma das mães, a brasileira Cristiane Silva de Oliveira, se apresentou ontem à embaixada do Brasil em Beirute acompanhada de uma filha de quatro anos e um menino de quatro dias. O pai das crianças, Ali Hani Zeineddine, que está no Brasil, em Foz do Iguaçu, foi informado pelo Itamaraty de que a família está hospedada na residência oficial do embaixador brasileiro.
Mãe e filha serão submetidas à avaliação médica para saber se têm condições de embarcar no próximo comboio partindo de Beirute e no primeiro vôo de volta ao Brasil.
O Itamaraty também foi informado ontem sobre o nascimento de uma menina no dia 1º de agosto, chamada Hanin Atoué, filha de um brasileiro com uma libanesa, cujos nomes não estavam disponíveis no Itamaraty.
A criança, que nasceu prematura (sete meses), foi registrada no consulado brasileiro em Damasco. Os médicos sírios que atenderam mãe e filha, no entanto, recomendaram que elas permaneçam em Damasco por mais duas semanas.
Resgate O vôo da Força Aérea Brasileira (FAB) que decolou ontem do aeroporto do Galeão, em direção a Adana (Turquia), leva uma equipe médica. O grupo, também da FAB, seguirá para Damasco em outro avião que buscará 70 brasileiros na Síria.
Segundo informou ontem o coordenador do grupo de apoio aos brasileiros no Líbano, Everton Vieira Vargas, os médicos irão avaliar se alguns passageiros doentes têm condições de se submeter à pressurização da aeronave e de enfrentar a longa viagem de volta ao Brasil. O vôo da FAB deverá partir de Damasco para o Brasil hoje à noite.
Amanhã, outro vôo da FAB partirá de Adana com capacidade para 150 passageiros, chegando na manhã de domingo ao Brasil. E na segunda-feira, a mesma aeronave que trará brasileiros de Damasco, resgatará mais 70 brasileiros em Adana.
Convênio O Itamaraty solicitou à Petrobras o fornecimento gratuito de combustível para os vôos humanitários que estão sendo organizados, a fim de viabilizar, principalmente, um novo vôo da companhia aérea BRA, com capacidade para cerca de 250 passageiros. O gasto de combustível (cerca de 190 mil litros para ida e volta), representa aproximadamente 40% do custo total do vôo.
A Petrobras ainda está analisando a viabilidade jurídica do convênio. Se ele for confirmado, esse vôo de Damasco para o Brasil poderá ser realizado na segunda ou terça-feira.

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