Filho de Oviedo é detido em Assunção
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domingo, 21 de maio de 2000
Associated Press De Assunção 
O governo paraguaio confirmou que prendeu na madrugada de domingo Ariel Oviedo, um dos seis filhos do ex-militar golpista, o foragido general Lino César Oviedo. Segundo as autoridades, Ariel Oviedo está detido em uma instalação militar na capital do país.
Um funcionário da assessoria de imprensa do Palácio do Governo, que pediu para não ter sua identidade revelada, informou que Oviedo, de 25 anos, e filho do primeiro casamento do ex-militar, vinha atuando nos últimos meses como mensageiro de seu pai com seus fiéis partidários no Exército e no Congresso.
O ex-comandante do Exército paraguaio tem dois filhos de seu primerio casamento com uma paraguaia; uma filha de sua união com uma ex-funcionária da chancelaria alemã em Assunção e três de seu terceiro casamento com a argentina Raquel Marín, que atualmente vive na na Província argentina de Corrientes.
A fonte não especificou em que unidade militar Oviedo está preso, mas esclareceu que o presidente Luis González Macchi assinou entre sábado e domingo mais de 50 decretos ordenando a prisão de civis, policiais, e de militares na reserva e na ativa, além de parlamentares seguidores de Oviedo.
O governo do Paraguai começou também a desmobilizar as unidades blindadas que participaram, na noite de quinta para sexta-feira, da tentativa de golpe para derrubar o governo do presidente Luis González Macchi.
Num comunicado, o Ministério da Defesa informou que 65 tanques da Primeira Divisão de Cavalaria do Comando do Exército já haviam sido trasladados, entre eles 39 modelos Cascavel e Urutu, de fabricação brasileira; e 15 blindados M3A1 Stuart, americanos.
Um dos blindados Cascavel e Urutu, mobilizados do regimento número 2 da Cavalaria, com sede no povoado de Cerrito, a 60 quilômetros de Assunção, que foi usado na revolta sufocada pelo governo , disparou rajadas de metralhadora contra policiais que protegiam o Congresso para depois lançar um foguete que provocou danos no edifício.
Em declarações à imprensa local, o ministro da Defesa, Nelson Argaña, anunciou que a existência de um projeto de lei para a criação do Batalhão de Manutenção da Paz. Sua sede ficaria no interior do país, em uma região de baixa densidade populacional, onde os tanques ficariam estacionados de maneira a não representarem um perigo para cidadania.
Ontem, três dias depois da sublevação, apesar da aparente calma, soldados continuavam de prontidão nas principais ruas da capital paraguaia e em outras cidades do interior.
O jornal ABC Color denunciou abusos por parte das autoridades durante o estado de exceção decretado depois da tentativa de golpe. Segundo o diário, os cerca de 90 detidos são mantidos incomunicáveis, em paradeiro desconhecido e sem direito a defesa.


