Filho de Kabila é o sucessor do pai
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quinta-feira, 18 de janeiro de 2001
Associated Press De Kinshasa 
Joseph Kabila, filho do presidente Laurent Kabila, assumiu o poder na República Democrática do Congo ontem. Membros do gabinete local o indicaram para chefe de Estado depois de diversos rumores sobre a morte de seu pai numa tentativa de golpe nesta profundamente conturbada nação centro-africana.
Autoridades congolesas, no entanto, insistiam que Laurent Kabila foi baleado, mas sobreviveu, quando anunciaram as medidas preventivas temporárias para preencher o vácuo de poder que ameaçava, desde terça-feira, causar ainda mais distúrbios internos no país, antigamente conhecido como Zaire.
A capital Kinshasa, habitualmente movimentada, estava estranhamente calma ontem, feriado nacional pelo 30º aniversário da morte de Patrice Lumumba, herói da revolução pela independência da qual Kabila declarou-se herdeiro.
O silêncio do governo foi interrompido ontem pela manhã quando o ministro de Informação, Dominique Sakombi, anunciou que Kabila estava vivo, mas ferido e seu filho, Joseph, assumiria o governo durante a ausência do pai.
O governo de salvação pública reuniu-se em uma sessão especial e decidiu confiar o controle do governo e do comando militar ao major-general Joseph Kabila, disse Sakombi pela rádio estatal.
Joseph, que já era comandante das Forças Armadas, é um homem de poucas palavras. Relativamente magro, Joseph, 31 anos, contrasta drasticamente com seu gordo e jovial pai, de quem ele esteve ao lado durante os oito meses de combates que o levaram ao poder, em 1997, no terceiro maior país da África.
Joseph, o mais velho dos estimados dez filhos que Kabila teve com várias mulheres, nasceu durante o exílio de seu pai no leste da África, quando combatia a ditadura de Mobuto Sese Seko.
Ele foi enviado por Kabila à China para receber treinamento militar depois que Mobuto foi deposto. Voltou da China com o cargo de chefe de gabinete, mas depois foi promovido a major-general.
Ontem, o porta-voz presidencial Lambert Kaboye disse em entrevista telefônica que Kabila foi levado durante a noite a um país não revelado, onde estava internado na unidade de terapia intensiva. Ele não quis se aprofundar no assunto.


