Dubai A filha mais velha do presidente deposto Saddam Hussein, Raghad, disse ontem em entrevista à televisão árabe Al-Arabiya que a queda de Bagdá se deu por causa da 'traição' dos oficiais próximos ao seu pai.
''Foi uma traição extremamente dura. A principal veio de pessoas em que o meu pai mais tinha confiança'', declarou Raghad ao correspondente da Al-Arabiya em Amã capital da Jordânia.
''Traíram a pátria antes de trair Saddam Hussein'', ressaltou Raghad que, junto com a irmã mais nova, encontrou refúgio na quinta-feira na Jordânia.
Para Raghad a queda de Bagdá, no dia 9 de abril, produziu ''grande comoção''.
''Estava em Bagdá, no (bairro de) Al Mansur com Rana e os filhos. Durante toda a noite (de 8 para 9 de abril) ouvia a rádio. Rezava e dizia a Rana que, a partir desse momento, tudo havia terminado'', relatou.
''Por volta do meio-dia (de 9 de abril) meu pai mobilizou alguns carros e nos pediu que saíssemos (de Bagdá). A mulher de Qussay (o filho mais novo de Saddam Hussein) estava conosco. Deixamos Bagdá. O momento da despedida foi horrível'', prosseguiu Raghad.
''Horas mais tarde nos reunimos com nossa mãe (Sajida) e Hala (a irmã mais nova) nos arredores de Bagdá. Mas já havíamos perdido todo contacto com meu pai e meus irmãos'', declarou.
Irmãos As duas filhas do deposto presidente iraquiano Saddam Hussein, que receberam asilo na Jordânia depois de ficarem escondidas na Síria, têm a intenção de reclamar os restos mortais de seus irmãos Udai e Qussay, que morreram em Mossul.

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