A visita do presidente cubano Fidel Castro à República Dominicana, que começa amanhã e vai até o dia 24, romperá o ‘‘fatalismo histórico’’ entre os dois países, que há somente cinco meses reiniciaram relações diplomáticas, considerou ontem o cônsul geral cubano, Miguel Pérez Cruz.
‘‘Havia uma espécie de fatalismo histórico de que a República Dominicana estava proibida de manter uma relação com Cuba e de muito menos receber a visita de Fidel Castro’’, disse o cônsul de Havana em Santo Domingo.
‘‘Não é nenhum segredo a expressão de Joaquín Balaguer (presidente até 1996), quando disse que ele como presidente não poderia reiniciar relações com Cuba porque seu país era uma nação dependente’’.
Nas vésperas da visita de Fidel Castro à República Dominicana, ‘‘já a relação plena entre Cuba e República Dominicana é uma realidade’’, manifestou o diplomata à AFP.
Cuba e República Dominicana formalizaram relações diplomáticas plenas no dia 16 de abril passado, depois de mais de três décadas de rompimento.
‘‘As relações entre Cuba e República Dominicana foram rompidas no dia 26 de junho de 1959, ou seja, meses depois do triunfo da revolução cubana’’, informou o cônsul.

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