Fidel e Chávez anunciam criação da Alba
Havana - Os presidentes Fidel Castro e Hugo Chávez consolidaram ontem sua aliança estratégica com acordos de integração entre Cuba e Venezuela, dentro da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), um desafio às iniciativas de Washington para a região.
''A Alba arrancou; estamos em desenvolvimento'', afirmou Chávez ao assistir à inauguração de um escritório da empresa petroleira venezuelana PDVSA em Havana, acompanhado do presidente cubano.
O chefe de Estado da Venezuela faz uma visita oficial à ilha de governo comunista, a fim de estreitar os laços com Fidel, seu amigo e aliado ideológico. ''Vamos mostrar o que é uma integração realmente justa, libertadora, uma integração em benefício dos povos'', disse o líder cubano, de 78 anos, 46 deles no poder.
Chávez assinou com Fidel 12 acordos em diversas áreas, que pretendem ser o primeiro passo para a criação da Alba, projeto que se contrapõe à Área de Livre Comércio das Américas (Alca), promovida pelos Estados Unidos.
Protegidos por um forte esquema de segurança, os dois presidentes depositaram flores no monumento a Simón Bolivar, acompanharam a inauguração do escritório da PDVSA e seguiram para a exposição que 200 empresas venezuelanas realizam nos arredores de Havana.
À noite, os presidentes assistirão ao encerramento da Primeira Reunião para a Aplicação da Alba, da qual participam ministros e funcionários do alto escalão dos dois governos.
Além do escritório da PDVSA, foi inaugurada em Havana uma sucursal do estatal Banco Industrial da Venezuela, que irá financiar o fluxo comercial entre os dois países.
Os laços entre Chávez e Castro fizeram aumentar a cautela de Washington com um eventual ''impacto negativo'' que esta relação poderia gerar no hemisfério, segundo a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice. ''As atividades venezuelanas na região podem ser desestabilizadoras'', alertou Condoleezza anteontem, durante um giro pela América Latina.
Chávez ficará em Cuba até hoje.





