São Paulo - O presidente de Cuba, Fidel Castro, afirmou ontem que renunciará ao cargo se for comprovado que ele possui ''apenas um dólar'' no exterior, após a publicação de uma lista dos dirigentes mais ricos na revista ''Forbes'', na semana passada.
De acordo com o jornal espanhol ''El País'', Fidel aparece na lista em sétimo lugar, com uma fortuna pessoal estimada em US$ 900 milhões. ''Eu desafio (o presidente americano George W.) Bush em primeiro lugar, a CIA, as 33 agências da inteligência e os milhares de bancos em todo o mundo a provar o que dizem, que encontrem uma conta em meu nome no exterior, de US$ 900 milhões ou de um só dólar'', afirmou Fidel.
O líder cubano lembrou ainda que ''o império'' (EUA) tentou elaborar ''milhares de planos para eliminá-lo'' nas últimas décadas, referindo-se a ''atentados financiados e planejados pelo governo americano''. ''Mas, mesmo assim, não me distanciei do caminho da Revolução'', disse.
Fidel afirmou ainda que a Forbes que qualificou de ''veículo de extrema-direita'' dos EUA publica ''mentiras deliberadas'' para adquirir ''certa notoriedade''. ''Seu dono, que tem posições extremamente conservadoras, é um multimilionário republicano que mantém vínculos com os governos norte-americanos e com a máfia cubano-americana radicada no país'', afirmou Fidel.

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