O governo de Havana convocou ontem 800 mil pessoas para marcharem amanhã contra o que chamou de ‘‘tenebrosas’’ e ‘‘sinistras’’ emendas do Congresso dos EUA que poderão permitir, pela primeira vez em 40 anos, a venda de alimentos americanos à ilha.
O governo do presidente Fidel Castro afirmou que essa lei, que ainda terá de ser referendada pelo Senado e sancionada pelo presidente em Washington, inclui restrições que tornam as compras ‘‘totalmente impossíveis’’, além de proibir os americanos de visitar a ilha.
‘‘Nunca uma superpotência fez um papel tão ridículo, nem expressou maior desprezo pela opinião generalizada dos povos e governos do mundo’’, disse em um editorial o jornal oficial Granma, referindo-se à emenda e à vigência do embargo.
O texto do Granma lembrou que nos últimos anos as Nações Unidas votaram a favor da suspensão das sanções de Washington a Cuba.

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