Fidel convoca 500 mil jovens comunistas
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terça-feira, 20 de janeiro de 1998
France Presse Havana 
A União de Jovens Comunistas de Cuba (UJC) fez uma convocação inédita para que seus 522.186 militantes encham as praças e ouçam a mensagem do Papa João Paulo II, que chegará à ilha amanhã. Vamos assistir, estaremos junto de Fidel (Castro) na Praça (da Revolução) e com o povo em todos os lugares percorridos pelo Sumo Pontífice, com a imparcialidade e firmeza com que temos assumido outras importantes e sagradas missões da pátria, afirmou a UJC em um comunicado publicado na primeira página da revista Juventude Rebelde.
Para nós (...) receber uma personalidade de tanto prestígio será uma prova de consideração aos crentes de todas as religiões do mundo e um exemplo da organização, da experiência e da capacidade de nosso povo para que a visita seja um sucesso total, destaca a organização juvenil, ligada ao Partido Comunista (PCC, único legal na ilha). No sábado, o Presidente Fidel Castro afirmou pela TV que participará na missa que o Papa celebrará no domingo na Praça da Revolução e pediu aos cubanos para que assistam a esta celebração litúrgica.
A UJC considerou um acontecimento transcendente a visita do Papa, afirmando que, sem dúvida, os jovens receberão uma personalidade histórica com a consideração, a hospitalidade e o respeito que merece um Chefe de Estado que tem o valor de visitar a ilha em um período especialmente difícil da história de Cuba e do mundo.
Encheremos as praças para ouvir a mensagem de um homem de grande talento, cultura e preocupação com os graves problemas da humanidade contemporânea, e que tem dado sempre uma palavra de apoio e de confiança para os jovens de todas as partes do planeta, destaca a UJC. Documentos do PCC afirmam que a UJC tinha 522.186 membros em junho de 1997, na faixa dos 16 aos 30 anos, sendo que 47 % são mulheres.
Um número recorde de jornalistas viajará no avião do Papa por ocasião da histórica visita de João Paulo II a Cuba. Uma caravana de 75 representantes dos meios de comunicação de vários países do mundo voará com o Sumo Pontífice no avião papal. Em ocasiões parecidas no passado, este número não superava os cinquenta.
O Vaticano foi drástico na seleção dos profissionais admitidos no avião em que João Paulo II dará uma coletiva a mais de dez mil metros de altitude. Cerca de 200 pedidos foram feitos ao chefe de imprensa do Vaticano, Joaquín Navarro, que se viu obrigado a excluir aqueles que já tinham participado nos cerca de 80 vôos anteriores.


