Fidel ataca o ''neoliberalismo''
O líder cubano, Fidel Castro, disse que já não existe apenas povos, mas um mundo e uma humanidade para salvar e libertar, numa batalha globalizada contra o neoliberalismo, apesar de ter esclarecido que esta missão não cabe a ele nem a Cuba.
Essa não é nossa tarefa, é a tarefa de vocês, afirmou Fidel perante cerca de 3 mil estudantes reunidos na Aula Magna da Universidade Central da Venezuela em Caracas.
Fidel, em um discurso de cinco horas e meia, defendeu a integração latino-americana, comparou o FMI com um beijo da morte e disse que hoje Cuba se sente mais forte.
Os estudantes lotaram o recinto e aplaudiram insistentemente a Fidel, enquanto outros milhares se concentraram em uma praça próxima para escutar seu discurso, transmitido por um alto-falante.
O campo de batalha é hoje o mundo. É uma batalha globalizada. Essa criatura (o neoliberalismo) está chegando a seus momentos finais, é quase preciso fazer a autópsia, afirmou.
Fidel Castro, que realiza uma visita oficial à Venezuela por causa da posse do presidente Hugo Chávez, atacou os Estados Unidos e disse que o mundo está sob o manto e a ameaça dessa enorme superpotência.
Interrompido por músicas, vivas e gritos e apoio, Fidel dedicou grande parte de seu discurso a criticar o sistema neoliberal, mas esclareceu que não comentaria sobre o socialismo ou o comunismo nem proporia leis radicais.
Ele disse que Cuba foi a primeira trincheira da América e que seu povo agora será capaz de defender, inclusive, a última trincheira.
Sobre os EUA, ele afirmou que está desaparecendo a mesa sobre a qual, objetiva e subjetivamente, se apóia esta poderosa superpotência.
Fidel Castro, ao concluir seu discurso por volta a meia-noite, retirou-se da universidade e se reuniu com um grupo de empresários venezuelanos, entre ele o presidente da Fedecámaras, Francisco Natera.France PresseLíder cubano fala aos estudantes: Essa criatura (neoliberalismo) está chegando aos seus momentos finaisANSA





