São Paulo - Na próxima quinta-feira, o regime cubano completa 45 anos. Fidel Castro, 77, está no poder desde 1959, quando derrubou o regime militar de Fulgêncio Batista para iniciar uma controvertida sociedade comunista na América Latina. É hoje visto como um ditador, que controla a imprensa e fuzila opositores políticos. Ontem, durante discursos em que comemorou os seus 45 anos de poder, Castro, como não poderia ser diferente, atacou Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Disse ainda que o neoliberalismo levou a América Latina a uma situação ''insustentável'' e que a região vive hoje um ''verdadeiro desastre'', discursou, vestindo o tradicional uniforme militar de gala, camisa e gravata, ao encerrar as comemorações da Revolução Cubana.
Líder controvertido, Fidel mobiliza sentimentos de amor e ódio no seu país. É considerado um exemplo por alguns setores da esquerda latino-americana por ter conseguido trazer para Cuba conquistas sociais que ainda não foram atingidas por países da região o país chegou a ser exemplo nas áreas de saúde e educação.
Mas, no começo do ano passado, Fidel chocou a comunidade internacional ao ordenar uma onda de repressão com prisões e o fuzilamento de três dissidentes que sequestraram um barco para tentar fugir para os EUA. O ditador também mantém na prisão intelectuais e jornalistas que tentam questionar o regime.

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