FHC participa em Cuba da cúpula ibero-americana
Agência Estado
De Brasília
O presidente Fernando Henrique Cardoso começa hoje uma viagem de quatro dias a Havana, capital de Cuba. FHC aproveitará a participação na Conferência Ibero-Americana, nos próximos dias 15 e 16, para fazer a primeira visita de um chefe de Estado brasileiro à ilha governada por Fidel Castro há 40 anos.
Brasil e Cuba romperam relações diplomáticas em 1964, ano em que o militares tomaram o poder no Brasil. Em 1985, no governo de José Sarney, os dois países reataram laços, mas desde então apenas ministros foram a Cuba. As relações entre os dois países são diversificadas, com troca de experiência e cooperação em áreas como a saúde e modernização do Estado.
Na segunda-feira, Fernando Henrique participará com Fidel da inauguração da Escola Latino Americana de Medicina. O presidente brasileiro terá encontros com o primeiro-ministro da Espanha, José Maria Aznar; com o presidente do México, Ernesto Zedillo; e com o presidente Jorge Sampaio e o premier português, Antonio Guterrez.
Da conferência participam 21 países, mas pelo menos cinco chefes de Estado estarão ausentes: o presidente do Chile, Eduardo Frei, o presidente da Argentina, Carlos Menem, e os presidentes de El Salvador, Armando Calderón Sol, da Costa Rica, Miguel Rodriguez Echeverria, e da Nicarágua, Arnoldo Alemán. Os dois primeiros protestam contra a atitude do juiz espanhol Baltazar Garzón de julgar o ditador chileno, general Augusto Pinochet, em seu país. A Espanha foi a maior incentivadora da criação da conferência ibero-americana. A falta de democracia em Cuba motivou a não-participação dos presidentes dos três países da América Central.
O tema da conferência deste ano é A Ibero-Americana e a situação financeira internacional numa economia globalizada. Os chefes de Estado e de governo debaterão proposta para reformulação da arquitetura financeira mundial. O tema já foi abordado na última cúpula, realizada em Portugal. Na do Porto e em diferentes ocasiões, Fernando Henrique tem defendido teses como a da criação do Banco Central dos bancos centrais e ou a da taxa Tobin (uma taxa a ser cobrada com o objetivo de inibir movimentos especulativos de capital em curto prazo).





