Tânia Monteiro
Agência Estado
O presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu ontem uma solução pacífica e negociada para a crise entre os Estados Unidos e o Iraque e disse que ‘‘está havendo uma incompreensão’’ da posição brasileira sobre o assunto. Segundo o presidente, o Brasil apóia a deliberação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), seja ela qual for, pela guerra ou pela paz. Mas fez questão de explicar que isso não significa que esteja pregando um ataque militar ao Iraque.
Segundo Fernando Henrique o Brasil quer uma solução diplomática, de forma a se evitar o conflito. Ele lembrou que recebeu, na quinta-feira, no Palácio do Planalto, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Bill Richardson, em viagem a diversos países, à procura de apoio para uma intervenção no Iraque.
A intervenção se justificaria pela resistência dos iraquianos em permitir a inspeção pela ONU de supostas instalações bélicas.
‘‘Agora, a nossa posição é de fazer o esforço máximo para que se consiga uma solução pela via da pressão diplomática e política’’, declarou o presidente, lembrando que a posição do Brasil ‘‘é tradicional’’, ou seja, pelo diálogo, negociação e respeito às decisões tomadas pelo conselho.
‘‘Nós queremos que sejam respeitadas as decisões do Conselho de Segurança’’, afirmou ele, ao comentar que a ONU já tem as alternativas no caso de não ser obedecida. ‘‘Nós queremos construir uma situação em que haja uma pressão política e diplomática máxima’’, insistiu.

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