France PresseA melhorFernanda é Dora, no filme. Ela contracena com Vinícius de Oliveira (Josué): ‘a vida de maneira arrebatadora’Chegando de três dias de descanso em Praga, Fernanda Montenegro recebeu a notícia de sua premiação através de um telefonema do enviado especial da Agência Folha. ‘‘Vencemos mesmo?’’, perguntou ela logo ao atender ao telefone, preocupada com o sucesso do filme. Foi surpreendida pela informação de que ‘‘Central’’ acumulara dois dos prêmios principais. Em seguida, Montenegro falou sobre a importância da conquista.
Agência Folha - Você esperava o prêmio?
Fernanda Montenegro - Jamais esperava um prêmio para mim, com tantas damas do cinema concorrendo. Esperava para o filme. Seria já um prêmio para todos.
Como você explica o fato de três atrizes brasileiras terem saído daqui premiadas na última década?
Montenegro - Nós somos muito boas mesmo. Por que se não fossemos, quem nos daria tantos prêmios aqui?
Você participou dos dois últimos filmes brasileiros vitoriosos em grandes festivais. ‘‘Central’’ agora e ‘‘Eles Não Usam Black-Tie’’ em 1981. Vê semelhanças?
Montenegro - Eles têm um mundo muito próximo. Primeiro, eu estou em ambos (risos). Segundo, há uma mesma temática social, humanística, sem gorduras. O que diferencia o ‘‘Central’’ é ser um filme mais documental. Isso no Walter (Salles) chega à extrema sofisticação da narrativa com simplicidade. É um filme perfeito na honestidade sem truques.
Esse foi seu primeiro prêmio internacional como atriz de cinema?
Montenegro - Não. Ganhei uma vez em Taormina com ‘‘Tudo Bem’’ (1977), mas não estava lá.

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