Fechamento provocou prejuízos para Ceasa
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 25 de março de 1999
Valmir Denardin 
O fechamento da Ponte da Amizade causou um prejuízo de aproximadamente R$ 200 mil aos 80 atacadistas da unidade das Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa) em Foz do Iguaçu. Setenta por cento dos cerca de 2 mil clientes da Ceasa são paraguaios, que estavam impedidos de cruzar a fronteira desde a última terça-feira.
Em decorrência da medida adotada pelo governo paraguaio, de fechar todas as fronteiras do país, a central deixou de vender 280 das 400 toneladas de alimentos que comercializa diariamente. Segundo Alcindo Milhorança Júnior, presidente da associação que reúne comerciantes e usuários da Ceasa, pelo menos 50% desses produtos (140 toneladas) eram perecíveis e se estragaram.
Milhorança Júnior estimou ontem que os empresários deverão levar de dois a três meses para recuperar os prejuízos. Parte dos produtos não vendidos nos últimos três dias foi doada a entidades assistencias de Foz do Iguaçu.
A fronteira havia sido fechada após o assassinato do vice-presidente paraguaio, Luis María Arga¤a, ocorrido na terça-feira passada, em Assunção.
O governo brasileiro colaborou com o paraguaio ao ordenar que a Polícia Federal fechasse a fronteira no lado brasileiro, para evitar que os assassinos de Arga¤a fugissem para o Brasil.


