Fechamento de rádio e TV expõe ditadura, diz Zelaya
São Paulo - O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse ontem que o governo golpista demonstrou ser uma ditadura ao fechar uma estação de rádio e outra de TV. Ontem, o governo de Roberto Micheletti divulgou um decreto que restringe por 45 dias as liberdades de locomoção, de reunião e de expressão do pensamento e autoriza as detenções sem ordem judicial prévia, argumentando que Zelaya está incitando a violência de seu refúgio na Embaixada do Brasil, onde está desde a segunda-feira passada, quando retornou clandestinamente ao país, quase três meses depois de sua deposição e expulsão de Honduras. Eles silenciaram as únicas vozes o que o povo hondurenho tinha, estão matando nosso espírito de forma cruel e desumana, disse Zelaya pouco depois de o regime ter fechado a rádio emissora Globo e o canal 36 de Televisión.
Zelaya disse que o fechamento da rádio e da TV é uma evidência de que foi instaurada uma ditadura brutal em Honduras, a mais dura que o país já viu em sua história. Desmantelaram a rádio, desmantelaram a constituição da República, comentou o presidente da Comissão para a Defesa dos Direitos Humanos, Andrés Pavón. Esta é uma agressão total, este é um regime militar, disse o dirigente humanitário.
O governo interino argumenta desde a deposição que está tentando preservar a democracia em Honduras. Mas o decreto de emergência mostrou uma nova posição mais dura que a da semana passada, quando o presidente interino indicou que seu governo estava disposto a manter negociações com Zelaya. Segundo o governo, as duas estações foram fechadas por incitarem a insurreição. (Folhapress)





