LOTA, Chile - Violentos distúrbios explodiram ontem na cidade mineira de Lota, sul do Chile, depois do fechamento da jazida administrada pela estatal Empresa Nacional del Carbón (ENACAR) e da demissão de mais de 1.000 trabalhadores.
O presidente da empresa, Jaime Tohá, foi apedrejado e ferido durante os incidentes, registrados em seguida a uma reunião na qual os funcionários da estatal anunciaram o fechamento da mina aos dirigentes dos sindicatos operários.
Tohá foi internado no hospital de Coronel, perto de Lota.
Alguns veículos também foram atacados com pedras e objetos contundentes pelos manifestantes, que protestavam contra o fechamento de sua fonte de trabalho, numa das regiões mais pobres do Chile, 550 km ao sul de Santiago.
Fontes sindicais acrescentaram que grupos de mineiros poderiam ocupar a qualquer momento, junto a suas esposas, as proximidades do veio de carvão que desce sob o mar, para se manter em atitude de resistência ante o fechamento anunciado.
‘‘Esta decisão era inevitável’’, explicou em Santiago Felipe Sandoval, vice-presidente da estatal Corporación de Fomento (CORFO). O fim das operações foi decidido em função das perdas acumuladas na mina.

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