Febre amarela e dengue já mataram cem em 2009
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sexta-feira, 01 de maio de 2009
Folhapress 
São Paulo - Enquanto a gripe suína (rebatizada de ''influenza A (H1N1)'') coloca as autoridades de saúde em alerta no mundo todo, inclusive no Brasil, que já registrou quatro casos suspeitos além de outros 42 sendo monitorados, a febre amarela e a dengue, duas das principais doenças já conhecidas, contaminaram cerca de 200 mil pessoas e cerca de cem perderam suas vidas devido a surtos dessas doenças nos primeiros quatro meses de 2009.
Apesar do comparativo numérico entre as doenças não ser válido na opinião de especialistas, eles afirmam que o potencial de transmissão da gripe suína é maior do que febre amarela e dengue. Um deles é o médico infectologista Celso Granato, livre-docente da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e médico-líder para infectologia do Grupo Fleury.
''O potencial da gripe é muito maior. Você não vai pegar malária se for para a Amazônia. Agora, a gripe você pega até mesmo em sua casa'', afirma.
Febre amarela
Segundo dados do Ministério da Saúde, entre novembro de 2008 a abril de 2009, foram confirmados um total de 43 casos de febre amarela no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Desse total, 16 morreram.
No Rio Grande do Sul foram confirmados 18 casos e sete pessoas morreram. Em São Paulo, entre fevereiro e abril de 2009, o Ministério da Saúde contabiliza 25 casos confirmados e nove mortos.
A situação em Porto Alegre (RS) se agravou após a morte de macacos. A capital foi incluída na zona de risco de contágio após a Secretaria Estadual da Saúde confirmar a morte de dois macacos em razão da doença em uma mata em Guaíba, cidade vizinha a Porto Alegre.
A confirmação de mortes em São Paulo levou o Paraná intensificar a vacinação contra febre amarela na divisa com o Estado.
Balanço mais recente divulgado pelo Ministério da Saúde -divulgado no início de abril- informa que em todo o país a dengue contaminou 161.414 pessoas. O número está defasado pois não computa os novos dados fornecidos pelas secretarias Estaduais de Saúde. Um exemplo é a Bahia. Na contabilidade do governo federal eram 41.093 casos. O governo da Bahia informa que já chega a 54.165 mortes.
Pelas projeções os casos podem ultrapassar a barreira de 200 mil em todas as unidades da federação e no Distrito Federal.


