FDA e Pfizer dizem que mortes não foram causadas pelo Viagra
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terça-feira, 09 de junho de 1998
Dow Jones 
A FDA (Food and Drugs Administration), agência federal que monitora os setores de alimentos e medicamentos nos EUA, e o laboratório Pfizer Inc, que fabrica o Viagra, afirmaram que o remédio contra a impotência não teve ligação direta com a morte de 16 homens que usavam o medicamento.
A porta-voz da FDA, Susan Cruzan, disse ontem em Washington que as mortes não mudaram a opinião da agência sobre o Viagra. Acreditamos que o remédio seja seguro e eficaz para os pacientes aos quais é destinado, afirmou. Não identificamos uma ligação direta entre o Viagra e as mortes, acrescentou. Vamos continuar a monitorar estes e outros casos para verificar se há alguma mudança em relação ao perfil de segurança do remédio como fazemos com qualquer medicamento.
Mais oito pessoas morreram durante os testes clínicos da droga. Dos 16 casos de mortes desde que o medicamento é comercializado, alguns contêm informação incompleta, afirmou Susan. As mortes podem ter sido causadas por alguma outra doença, afirmou.
A porta-voz da Pfizer, Andy Mccormick, disse que foram passadas 1,7 milhão de receitas do Viagra desde que a FDA aprovou a comercialização do medicamento em 27 de março. Mais de um milhão de homens usaram a droga, 80% deles com mais de 50 anos, acrescentou. A bula orienta os médicos a uma profunda avaliação para esta faixa etária porque o ato sexual é uma forma de esforço físico.
Na semana passada, a Pfizer enviou carta a 600 mil médicos explicando que o medicamento não deve ser indicado para pacientes que usam remédios à base de nitratos.


