O FBI revelou o conteúdo de três cartas contaminadas com a bactéria do antraz que foram enviadas a um membro do Congresso e a dois meios de comunicação. As três, acompanhadas de seus envelopes, apresentam similaridades na caligrafia e no conteúdo.
Estão escritas em letras maiúsculas e, segundo dois grafologistas, foram escritas por uma ou mais pessoas que não são nem norte-americanos nem ocidentais. As três estão com datas de 11 de setembro, mesma data dos atentados contra alvos em Washington e Nova York. Todas foram enviadas de Nova Jersey.
A primeira foi enviada no dia 12 de outubro ao âncora da NBC Tom Brokaw, e que fez com que sua assistente Erin O'Connor, de 38 anos, contraísse a forma cutânea da doença. O texto diz: ''Esta é a continuação. Tome penicilina agora (escrito com erro ortográfico). Morte à América. Morte a Israel. Alá é grande.'' No dia 15 de outubro, o Senado anunciou que uma carta enviada ao chefe da maioria democrata, Tom Daschle, continha o bacilo do antraz. Esta segunda carta também está escrita em letras maiúsculas, mas com letras ligeiramente menores, e diz: ''Vocês não podem nos deter. Temos este antraz. Vocês morrer agora (sic). Está com medo? Morte à América. Morte a Israel. Alá é grande.'' No 19 de outubro, uma funcionária do jornal New York Post é confirmada como portadora da variante cutânea da doença. É a terceira carta contaminada, que não foi aberta mas seu conteúdo é o mesmo da primeira.
O procurador-geral John Ashcroft indicou que a revelação do conteúdo das cartas visava a informar o público sobre a forma dessas mensagens.

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