A novidade mais relevante do décimo dia de investigações sobre o ataque aos EUA é o surgimento em cena de um novo personagem, embora ele ainda esteja sendo procurado: um estrategista que teria coordenado as diversas células terroristas e financiado, com US$ 200.000, os atentados em Nova York e Washington. Segundo o New York Times, os investigadores federais buscam um homem maduro, de cabelos brancos, que teria se encontrado em várias ocasiões com os autores dos sequestros.
O ''comandante'' é figura recorrente na fase preparatória dos atentados perpetrados pela organização terrorista Al-Qaeda, que tem como chefe Osama bin Laden. Um coordenador no lugar dos fatos foi mencionado tanto nos atentados de 1998 contra as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia como nos frustrados atentados por ocasião das celebrações do novo milênio nos EUA.
Ao mesmo tempo, o FBI confirmou ter preparado uma lista de suspeitos com 230 nomes e que 80 pessoas estão detidas e sendo interrogadas com relação aos atentados.
Segundo fontes da CNN, os dois árabes detidos em um trem entre Nova York e San Antonio, no Texas, poucas horas depois dos atentados terroristas decidiram colaborar e estão revelando elementos preciosos para as investigações.
O custo dos atentados, segundo o New York Times, que cita fontes vinculadas às investigações, teria alcançado a cifra de US$ 200.000.
O dinheiro foi utilizado para treinamento em vôos, compra de passagens aéreas e os gastos dos terroristas.
Pelo menos seis dos 19 terroristas atuaram sob identidades falsas.
O rastreamento do dinheiro do grupo Al-Qaeda, chefiado por Bin Laden, conduz à Suíça, mas tem ramificações também na Itália.

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