Orlando - As autoridades americanas vasculhavam ontem o passado de Omar Mateen, autor do pior ataque terrorista em solo americano desde 11 de setembro. O objetivo é confirmar a suspeita de ligação do atirador com o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), que reivindicou a responsabilidade pelo ataque. A Polícia Federal (FBI) identificou o atirador ainda no domingo: Omar Seddique Mateen, de 29 anos e nascido em Nova York. Ele foi o autor do ataque que atingiu a boate gay Pulse.
O ataque deixou 49 mortos, além do atirador, e 53 feridos, e causou uma onda de choque e indignação em todo o mundo. Testemunhas descreveram cenas de horror, de corpos caindo e um banho de sangue.
O FBI, além de conduzir uma investigação completa no local do massacre, também mobilizou recursos significativos para vasculhar o passado de Omar Mateen. "A investigação continua e apenas esta noite processamos uma centena de pistas", informou ontem o agente especial Paul Wysopal, encarregado do caso. "Como vocês sabem desde os ataques de 11 de setembro não deixamos nenhuma pista para trás e é a mesma coisa hoje", garantiu.
O assassino, funcionário de uma empresa de segurança, atacou a boate Pulse na madrugada de domingo usando um rifle e uma pistola. Depois de matar várias pessoas, ele se entrincheirou no banheiro com reféns e telefonou aos serviços de emergência para reivindicar sua "lealdade" ao grupo Estado Islâmico antes de ser morto pela polícia.
O massacre lembra o crime cometido na casa de espetáculos parisiense Bataclan, em 13 de novembro. "Quando a situação parecia estável e o suspeito estava no banheiro, nossos negociadores falaram com ele e não houve disparos neste momento", indicou o chefe de polícia John Mina. "Mas ele falou sobre coletes explosivos, explosivos colocados em todas as partes, bem como declarações sobre outras mortes iminentes, e é por isso que tomamos a decisão" de invadir o local. "Sabíamos que era a decisão certa e acreditamos que conseguimos salvar muitas, muitas vidas", acrescentou.
De acordo com a CNN, o assassino visitou em 2011 e 2012 a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos para realizar peregrinações religiosas. A família dele garante que o ato não tem ligação com a religião, acreditando em razões meramente homofóbicas. O Estado Islâmico confirmou, por sua vez, a reivindicação do massacre de Orlando.

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