FBI considera ataque nos EUA como terrorismo
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sábado, 05 de dezembro de 2015
Thais Bilenky<br>Folhapress 
Nova York - O FBI (polícia federal dos EUA) anunciou ontem que passou a considerar como um ato de terrorismo o ataque a tiros que deixou 14 mortos em San Bernardino, no Estado americano da Califórnia, na última quarta-feira. Em entrevista, o diretor-assistente do órgão em Los Angeles, David Bowdich, afirmou que analisa as ligações do casal que fez os disparos ao centro comunitário da cidade com outras pessoas sob investigação nos EUA. Por outro lado, o agente admitiu que nem Tashfeen Malik, 27, nem Syed Rizwan Farook, 28, estavam no radar dos investigadores, o que "preocupa, claro".
Os investigadores analisam registros de dois telefones celulares quebrados que foram encontrados na casa do casal, além dos registros de navegação na internet e outras pistas. Bowdich afirmou que ainda não é possível tirar conclusões sobre o post atribuído a Malik no Facebook, prometendo fidelidade ao Estado Islâmico. "Hoje, com base nas informações e fatos que conhecemos, da forma que os conhecemos, [investigamos como] um ato de terrorismo", disse o agente. Ele classificou a investigação como "muito complexa e de longo prazo" e preferiu não responder a maior parte das perguntas feitas por jornalistas.
Mais cedo, o dono do apartamento alugado pelo casal convidou jornalistas a entrarem na casa. Havia brinquedos de crianças espalhados pelo chão, além de fotos, documentos e objetos domésticos comuns. A louça suja na pia e comida sugerem que a rotina da casa foi interrompida. Analistas criticaram a decisão de permitir a entrada de pessoas na casa por possivelmente comprometer a colheita de provas ou pistas. O diretor assistente disse que o FBI já havia feito vistoria no apartamento na noite anterior e depois de liberar o local não interfere mais nas decisões.
Malik nasceu no Paquistão e morou grande parte da vida na Arábia Saudita. Ela chegou aos Estados Unidos, em 2014, com um visto de noivado e depois obteve autorização de residência permanente. De acordo com a agência Reuters, Malik teria se mudado para a Arábia Saudita com a família 25 anos atrás. Há cinco ou seis anos, teria voltado ao Paquistão onde estudou para se tornar farmacêutica, disseram dois oficiais.


