Favoritos no Equador querem globalização
Favoritos no Equador
querem globalização
Agência Folha
Os dois favoritos nas eleições presidenciais de hoje no Equador propõem empurrar o país para a era da globalização. Para isso, os candidatos apostam na modernização das indústrias nacionais, na maior abertura da economia e nas privatizações.
O Equador é um dos países mais pobres da América do Sul. Seu PIB (Produto Interno Bruto) - -cerca de US$ 17,9 bilhões, em 95 - é inferior, por exemplo, ao do vizinho Peru (US$ 57,4 bilhões).
A inflação é de cerca de 50% por ano, e o crescimento econômico do país é de apenas 1,5%. Calcula-se que metade da PEA (População Economicamente Ativa) esteja subempregada ou sem emprego.
Os conservadores Jamil Mahuad, da DP (Democracia Popular), e Alvaro Noboa, do PRE (Partido Roldosista Equatoriano), são considerados, segundo as pesquisas de opinião pública, os mais cotados para disputar um eventual segundo turno no dia 12 de julho.
Cerca de 7 milhões de equatorianos poderão votar hoje. O vencedor das eleições - disputadas por seis candidatos - assume o lugar do presidente interino Fabián Alarcón no dia 10 de agosto.
O favorito Mahuad, prefeito licenciado de Quito, priorizou em seu discurso eleitoral o combate à pobreza e à corrupção. Para isso, ele diz que as privatizações de empresas estatais terão papel fundamental. As privatizações, totais ou parciais, vão introduzir mais dinamismo no mercado, afirma Mahuad ao jornal. Uma das empresas que podem ser privatizadas é a Petroequador.
O empresário Noboa, considerado o homem mais rico do país, aposta na maior abertura da economia para acabar com a crise. Dono de 105 empresas, Noboa diz que vai gerar empregos e atrair investimentos externos. Para viabilizar suas promessas, porém, Mahuad e Noboa têm de estabilizar o cenário político. Desde sua independência, em 1830, o país já teve 16 Constituições e atualmente discute uma nova. No ano passado, o Congresso destituiu o então presidente Abdalá Bucaram - que apóia Noboa - por insanidade mental.
Por isso, o Equador necessita de estabilidade política para ser governado, disse esta semana um analista do Cepac (Centro de Estudos e Pesquisas da América Latina e do Caribe), da Universidade de Brasília.





