France PresseDiscussãoEleitor de origem tatar (à direita) tenta convencer soldado ucraniano de seu direito de participar do pleitoOs eleitores ucranianos foram às urnas, ontem, em pleito legislativo que, segundo as pesquisas, deverá reforçar o domínio dos comunistas.
Apesar de o presidente Leonid Kuchma ter convocado pela última vez, sábado, os 37,2 milhões de eleitores desta antiga república soviética a saírem da apatia e ir às urnas para tirar o país da crise, a taxa de participação era muito pequena nas primeiras horas da votação.
Às 12 horas locais (6 horas em Brasília), 19,36% dos eleitores tinham votado, ou seja, praticamente a metade do total registrado nas eleições legislativas de 1994, informou o diretor da Comissão Eleitoral Central, Iaroslav Dvidovich.
As cadeiras em disputa são 450 e as circunscrições, 225. Em cada uma são eleitos dois deputados, um pelo sistema proporcional e outro por votação majoritária num só turno.
Segundo uma pesquisa de opinião realizada em meados deste mês pelo Fundo Iniciativa Democrática e o instituto Gallup, os comunistas têm 14% das preferências, seguidos pelos Verdes (6%), o partido nacionalista Ruj (5,8%) e os socialistas (3,5%). Os indecisos são 31% e acredita-se numa participação de 70% do eleitorado.
As urnas foram abertas às 7 horas locais, permanecendo abertas até às 22 horas, a fim de dar ampla possibilidade para a presença do eleitorado. Além dos deputados, os ucranianos elegem seus conselheiros regionais e municipais.
Os primeiras resultados devem ser anunciadas na manhã de hoje.
O maior problema registrado ao longo do dia foi a discussão sobre a participação dos ucranianos de etnia Tatar, que em alguns casos foram proibidos de votar.

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