Fatah ameaça com mais violência
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2001
Associated Press De Jerusalém 
Dois palestinos foram mortos a tiros ontem por soldados israelenses, tiroteios foram registrados na Faixa de Gaza e Cisjordânia, e o grupo Fatah, do líder palestino Yasser Arafat, ameaçou o governo do primeiro-ministro eleito Ariel Sharon com novos ataques contra israelenses. A advertência da Fatah ocorreu um dia depois que atiradores palestinos mataram um motorista israelense numa emboscada durante a noite nas proximidades de Jerusalém e fizeram disparos contra uma vizinhança da Cidade Santa.
A era Sharon não será estável nem segura, como o criminoso Sharon prometeu, afirmou um panfleto da Fatah. Nosso objetivo e derrubar Sharon e todos seus assentamentos (judeus).
Não ficou claro se o aviso da Fatah teve a bênção de Arafat ou se o grupo agiu independentemente. A relação entre o líder palestino e o braço armado de seu movimento Fatah tem se tornado cada vez mais complexa nos últimos cinco meses do confronto israelense-palestino. Atiradores da Fatah normalmente não têm buscado permissão para promover ataques, mas têm respondido ocasionalmente a apelos de Arafat no sentido de acalmar a situação.
Nas cidades de Hebron, na Cisjordânia, e de Khan Yunis, na Faixa de Gaza, palestinos dispararam contra tropas israelenses, que responderam ao fogo.
Meir Dagan, um ex-general israelense próximo a Sharon, disse que Israel deveria perseguir os responsáveis pelos ataques, mesmo que isto signifique entrar novamente em áreas sob pleno controle palestino. O próprio Arafat não deveria ser imune à retaliação israelense, afirmou Dagan ao Canal Dois da televisão de Israel. Dagan serviu como um assessor antiterrorismo para o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Moshe Arens, um destacado parlamentar do Likud, partido de Sharon, disse que o novo governo irá retaliar duramente ataques palestinos. Eles deveriam saber que temos meios que ainda não foram usados, afirmou ele à Rádio de Israel.
Na Cisjordânia, dois palestinos foram mortos e outros dois ficaram seriamente feridos quando soldados israelenses efetuaram disparos sem terem sido provocados, segundo testemunhas palestinas.


