FARC rejeita proposta do presidente Uribe
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 23 de agosto de 2004
France Presse 
Bogotá - A guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) rejeitou a proposta apresentada pelo presidente Alvaro Uribe de trocar 50 rebeldes presos por 59 políticos, policiais e militares em poder da guerrilha. No entanto, as famílias dos reféns consideraram nesta segunda-feira que há condições para as verdadeiras negociações começarem.
Apesar da rejeição, as FARC deixaram a porta aberta para futuras negociações, mas sob modalidades diferentes. Yolanda Pulecio, a mãe da ex-candidata presidencial sequestrada Ingrid Betancourt, declarou à AFP que ''as FARC rejeitaram a proposta de Uribe, mas não o princípio da negociação''.
Vinte e dois civis, entre eles Betancourt, 34 militares e policiais e três americanos que participavam de uma operação antidroga foram incluídos na proposta formulada pelo presidente colombiano e transmitida às FARC. Pela primeira vez, o governo aceitou o princípio de um intercâmbio, com a ajuda de mediações oferecidas pela França e pela Suíça.
Segundo as FARC, o governo colombiano formulou esta proposta unicamente para a imprensa e a opinião pública.
As FARC exigem até o momento que todos os guerrilheiros presos - cerca de 300 - sejam libertados em uma área desmilitarizada, e após uma negociação direta com o governo. Além disso, o movimento recusa que seus combatentes libertados sejam enviados à França ou a terceiros países. Segundo um relatório recente do ministério da Defesa, as FARC contam com 16.492 combatentes armados.


