FARC reclamam uma moratória da dívida colombiana
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 08 de março de 2001
Associated Press De Los Pozos, Colômbia 
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) propuseram ontem, perante dezenas de diplomatas estrangeiros que participavam do encontro com os comandantes guerrilheiros na selva do sul da Colômbia, uma moratória no pagamento da dívida externa do país e uma modificação nos planos de erradicação de plantações ilícitas.
Perante representantes de 23 países, da ONU, da União Européia (UE) e do Vaticano, o chefe da ala política do grupo rebelde, Alfonso Cano, advertiu a comunidade internacional sobre a necessidade de uma moratória de cinco anos do pagamento dos serviços (juros) da dívida externa colombiana, assegurando que o país gasta anualmente um terço de seu orçamento para pagar ao exterior os juros correspondentes aos US$ 20,25 bilhões de sua dívida pública.
Cano destacou ainda a necessidade de modificações no programa de substituição das plantações de coca e papoula e de uma reforma agrária. Para tratar desses pontos, além da questão da dívida externa, acrescentou o chefe guerrilheiro, as FARC consideram oportuna a realização de três reuniões internacionais.


