BogotáO grupo guerrilheiro das Farc rejeitou a proposta do presidente colombiano, Alvaro Uribe, de a Organização das Nações Unidas (ONU) ser a mediadora de um processo de paz entre as partes. O conflito social e armado do país não é entre a ONU e as Farc, mas entre esta e o Estado colombiano, advertiu o ''secretariado'' ou comando do grupo, em uma mensagem divulgada ontem pela página da guerrilha na Internet.
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão dispostas a dialogar, mas sob diversas condições, entre elas, a criação de uma área neutra (desmilitarizada) de 113.850 quilômetros quadrados, diz a página.
A zona exigida pelos rebeldes compreende o território dos departamentos (estados) de Caquetá e Putumayo, que vai até a fronteira sul com o Equador e que é quase três vezes superior ao estabelecido em novembro de 1998, para o processo de paz que ex-presidente Andrés Pastrana manteve até fevereiro passado com as Farc.
Esta condição foi formalizada pelo ''secretariado'' do grupo em um comunicado divulgado no dia 15 de maio, onze dias antes das eleições nas quais Uribe foi eleito, que assumiu o cargo em 7 de agosto.
As Farc ratificaram o conteúdo dessa mensagem, por meio da qual afirmam que é ''urgente a necessidade da solução política para o conflito social e armado'' do país. Também confirmaram que um eventual processo de paz com o novo Governo deve ter como base a chamada ''Agenda comum pela mudança para uma nova Colômbia'', usado como guia na última tentativa de diálogo.

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