BogotáAs Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) negaram ontem que as 23 pessoas detidas, sábado, por militares no departamento caribenho do Sucre (noroeste) sejam integrantes do movimento rebelde. As Farc, em um comunicado lido pela emissora Radionet, negaram que sejam rebeldes as 23 pessoas detidas no sábado por tropas da Marinha. O grupo guerrilheiro solicitou a intervenção da Defensoria Pública e da Procuradoria Geral da Nação.
Segundo moradores de Pijiguay, onde ocorreram as capturas, as tropas detiveram cultivadores de tabaco denunciados por uma mulher que tinha o rosto coberto.
No entanto, o coronel Fernando Plata, subchefe da Primeira Brigada de Infantaria da Marinha, explicou que os detidos são supostos membros da frente número 35 das Farc e explicou que a mulher encapuzada é uma guerrilheira que desertou e coopera com as autoridades.
As Farc, a maior e mais antiga guerrilha colombiana, participaram de negociações de paz com o Governo entre janeiro de 1999 e fevereiro passado, quando o Executivo as cancelou pelo recrudescimento dos ataques rebeldes.
Combate à guerrilhaO governo do presidente Álvaro Uribe anunciou a disposição de investir fortemente no sentido de combater às forças guerrilheiras que agem no país. Entre outras medidas, o Governo pretende melhorar a segurança, com medidas que incluem a garantia da navegação fluvial no país, em regiões que são dominadas pelas guerrilhas.

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