Farc exigem relaxamento do Exército em troca de corpos
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sexta-feira, 29 de junho de 2007
Folhapress 
São Paulo- Após chocar o país com o anúncio da morte de 11 reféns, as Forças Revolucionárias Armadas da Colômbia (Farc) condicionaram hoje o envio dos corpos dos sequestrados ao relaxamento dos confrontos com autoridades na região da matança.
''Precisamos coordenar a entrega dos corpos; isso vai depender do relaxamento dos confrontos militares na área onde os eventos ocorreram'', afirmou hoje em uma carta o porta-voz das Farc, Raul Reyes.
A carta foi enviada a Fabiola Perdomo, mulher de um dos 11 políticos mortos. As Farc anunciaram as mortes ontem e afirmaram que os reféns foram atingidos durante um tiroteio com o Exército, que tentava resgatá-los.
O governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, defende no entanto que os reféns já haviam sido assassinados pelas Farc antes da troca de tiros com o Exército. Os 11 políticos estavam em poder da guerrilha há mais de cinco anos.
As mortes podem complicar as tentativas de acordo entre Uribe e as Farc para trocas de prisioneiros. Entre os reféns que ainda estão em poder da guerrilha, estão a política franco-colombiana Ingrid Betancourt e três americanos.
Os reféns estavam em acampamentos nas montanhas do departamento de Valle del Cauca, no sudoeste do país, segundo o comandante das Forças Armadas da Colômbia, general Fredy Padilla. Ele atribuiu a morte dos 11 deputados à ''paranóia em que se encontram as Farc'', que ''estão no fim do fim''.
''Os homens do grupo terrorista não têm opção além de se entregar'', disse.
Os deputados da assembléia de Valle del Cauca foram sequestrados em Cali, capital regional, em 11 de abril de 2002. O grupo rebelde informou ontem que eles morreram em 18 de junho, num suposto ''fogo cruzado''.


