São Paulo - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) decidiram não prorrogar o cessar-fogo de dois meses determinado em novembro, em meio às negociações de paz com o governo colombiano. Com isso, os rebeldes deverão voltar a fazer ataques de forma oficial no próximo dia 20.
O fim da trégua foi anunciado na noite de quarta-feira pelo negociador-chefe da guerrilha, Iván Márquez, em entrevista coletiva em Havana, onde ocorre o diálogo com a administração do presidente Juan Manuel Santos.
Márquez disse que só terminará os combates se o governo se comprometer a fazer um cessar-fogo bilateral, que foi recusado por Santos há dois meses. "Apenas a assinatura de um cessar-fogo bilateral seria possível, se o governo considerar viável tal medida", declarou.
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, recusou-se a aceitar a trégua e decidiu manter a pressão militar sobre os guerrilheiros para forçar as Farc a aceitarem o acordo de paz. Durante o fim dos ataques das Farc, pelo menos 34 rebeldes morreram em ações do governo.
Ao mesmo tempo, as forças militares e policiais da Colômbia acusaram as Farc de atacarem tropas e alvos de infraestrutura. A guerrilha disse, no entanto, que as ações eram de grupos isolados que não acataram a determinação do comando central.
O cessar-fogo das Farc foi um dos pontos das negociações, iniciadas em 18 de outubro, em Oslo, na Noruega. Os governos de Cuba e Noruega atuam como fiadores dos diálogos de paz, enquanto Chile e Venezuela são os colaboradores.

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