BogotáUm comunicado emitido ontem pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), mas cuja autenticidade é duvidosa, ameaça declarar como ''alvo militar'' o Governo do presidente eleito, Alvaro Uribe Vélez, e a imprensa.
As ameaças vertidas no comunicado enviado à Rádio Super e assinado supostamente pelos membros do ''secretariado'' ou comando rebelde, são similares às formuladas no mês passado pelas Farc contra milhares de prefeitos, vereadores, juízes e outros funcionários municipais e regionais para que eles renunciem.
De acordo com o texto, serão considerados ''alvo militar'' os funcionários do futuro Governo e várias estações particulares de rádio e televisão para pressionar uma lei de troca de sequestrados por rebeldes presos.
O comunicado, cuja veracidade não foi estabelecida pelas autoridades, declara uma ''guerra sem quartel e frontal ao Estado colombiano, suas instituições e funcionários estejam onde estiverem'' e os meios de comunicação por ''faltar com a verdade''.
A mensagem critica as recompensas de 2 milhões de dólares oferecidas no mês passado pelo Governo para quem facilitasse a captura dos chefes das Farc, entre eles seu fundador, Pedro Antonio Marín, conhecido como ''Manuel Marulanda'' ou ''Tirofijo'', e ameaça com sequestro ''personalidades do alto escalão do Governo que sai e do que está entrando''.
Este movimento, que negociou a paz com a Administração do presidente Andrés Pastrana, cujo mandato termina em 7 de agosto, tem cativos desde abril o governador do departamento (estado) de Antioquia, Guillermo Gaviria, e desde fevereiro a ex-candidata presidencial independente Ingrid Betancourt.

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