BogotáUm bloco da guerrilha das Farc, que opera no Centro da Colômbia e na zona fronteiriça com a Venezuela, ordenou ontem a seus comandos que matem ou sequestrem de imediato os funcionários de dez departamentos que não renunciaram a seus cargos, segundo um comunicado divulgado na internet.
''Os governadores, deputados e funcionários dos tribunais de departamentos que não cumpriram esta determinação podem ser capturados ou executados com base no documento que este estadio maior de bloco enviou a todas suas unidades'', assinalou a ordem divulgada na página web da Agência de Notícias da Nova Colômbia (Anncol), que transmite comunicados do grupo rebelde.
''É necessário que todas as frentes em suas diferentes áreas ponham já em prática esta decisão. Nossa determinação é não deixar os representantes do Estado em nenhum dos departamentos'', assinalou a nota do bloco leste, comandando entre outros por Germán BriceÀo, irmão de Jorge BriceÀo, número dois das Farc.
O bloco leste advertiu que ''não se trata de um anúncio'' e que a ordem deve ser posta em prática de imediato nos departamentos de Cundinamarca, Boyacá, Meta (Centro), Casanare, Arauca, Vichada, Guaviare, Guainía, Vaupés e Amazonas (Leste e Sul).
Jornalistas assassinadosO assassinato de três jornalistas nos últimos 15 dias na Colômbia confirmou o estado de insegurança da imprensa no país sul-americana, que já viu morrer outros sete durante este ano de 2002, ante a indiferença das autoridades.
O último deles, Dennis Sánchez, foi atacado terça-feira passada na cidade de El Carmen (1.115 km ao norte de Bogotá, no departamento caribenho de Bolívar). Sánchez era diretor de um programa institucional da secretaria de saúde do município, próximo a uma região conhecida como Montes de Maria, onde operam grupos guerrilheiros de esquerda e paramilitares da ultradireita, inimigos entre si.
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RFS) endreçou um apelo às autoridades colombianas para que esclareçam as mortes e garantam a segurança dos jornalistas.

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