Farc afirma ter matado 50 soldados colombianos
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quarta-feira, 04 de março de 1998
Reuter 
A guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) informou ontem, numa mensagem divulgada pelo dirigente rebelde Fabián Ramírez, ter matado pelo menos 50 soldados do Exército e capturado outros 35 em pesados combates iniciados no domingo na Província de Caquetá, no sul do país.
As autoridades colombianas ainda não sabem com exatidão quantos militares morreram no choque entre soldados e guerrilheiros. O ministro do Exército, Gilberto Echeverri, afirmou que há muita dificuldade nas comunicações com o destacamento militar que se encontra no local e não confirmou as versões de emissoras de rádio de o número de mortos nos dois lados pode chegar a cerca de sessenta.
De acordo com fontes independentes, cerca de 400 combatentes do bloco sul das Farc lançaram uma ofensiva contra um posto avançado - integrado por cerca de 130 soldados de uma brigada antiguerrilha do Exército - na região.
Numa nota oficial, o governo admitiu inicialmente a morte de nove militares. Reforços foram enviados à zona dos combates, uma área montanhosa no meio da selva, para verificar a extensão do ataque e tentar controlar a situação.
Apesar da nota do Exército reconhecendo nove baixas, o comandante das Forças Armadas colombianas, general Manuel José Bonett, concedeu uma entrevista à emissora Radionet dando a entender que o número de mortos anunciado pelas Farc está mais próximo da realidade. Eu temia que isso acontecesse, disse Bonett. Quando perdemos contato com a unidade, sabíamos que ela estava em combate. Se a informação das Farc for confirmada, a ofensiva terá sido a pior derrota do Exército para grupos guerrilheiros em mais de 30 anos.
O ataque iniciou-se uma semana antes das eleições parlamentares de domingo, boicotadas pelas Farc e pela guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN).


