Havana - A guerrilha comunista das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) reconheceu ontem, pela primeira vez, sua cota de responsabilidade pelos milhares de mortos no conflito armado de quase meio século no país andino e propôs avançar no tema de reparação às vítimas nas negociações de paz.
As Farc fizeram este reconhecimento quase um mês após o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, admitir pela primeira vez a responsabilidade do Estado em "graves violações" dos direitos humanos no âmbito do conflito, que deixou 600 mil mortos e mais de três milhões de deslocados.
"Sem dúvida, também houve crueldade e dor provocados por nossas fileiras", afirmou a guerrilha em um comunicado lido à imprensa por Pablo Catatumbo, integrante da delegação que negocia a paz com o governo de Santos em Havana desde 19 de novembro de 2012. A delegação do governo não fez declarações à imprensa.

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