Luxor, Egito

France PresseSocorroUm dos turistas, ferido, é levado por militares para ser conduzido a um hospital do Cairo. A ação terrorista provocou reações de revolta e dor em vários países do mundo. O governo dos Estados Unidos sugeriu que os turistas de seu país se abstenham de viajar pelo Egito nos próximos diasSetenta e oito pessoas, entre elas 69 estrangeiros, foram mortas ontem nas ruínas de Luxor (Alto Egito, um dos pontos mais procuradores pelos turistas) quando terroristas islamitas lançaram seu ataque mais sangrento realizado até agora no país, informaram fontes de segurança e médicas. As fontes em Luxor disseram que 69 turistas, três policiais e seis atacantes morreram no atentado Autoridades no Cairo afirmaram que foram 67 mortos - 57 turistas, entre eles suíços, alemães e japoneses, e dez egípcios. Vinte e quatro pessoas ficaram feridas, das quais 16 eram estrangeiros e oito egípcios. Os feridos foram levados de avião ao hospital militar de Maadi, ao sul do Cairo, segundo a polícia. Trata-se da pior matança registrada no Egito desde o início da atual campanha de atentados islamitas, em 1992, e a primeira no interior mesmo do centro histórico e turístico de Luxor. Entre as vítimas de diversas nacionalidades figuram franceses, suíços, japoneses, alemães. Os ministros egípcios do Interior e da Saúde, Hasan al Alfi e Ismail Salam, foram a Luxor imediatamente depois do atentado.
A polícia instaurou um toque de recolher na região. Os assaltantes, dez ou onze, chegaram ao local em torno das 10 horas locais a bordo de um ônibus turístico que haviam roubado anteriormente, ferindo seu motorista. Começaram a disparar com metralhadoras contra os turistas que subiam por uma das rampas de acesso na entrada do templo situado no Vale dos Reis, segundo testemunhas. Ao esgotarem suas munições, alguns atacantes recorreram às facas e mataram um policial e vários turistas.
Os policiais no local responderam atirando contra os assaltantes. Um deles morreu, e os outros fugiram. Depois, os policiais mataram outros cinco ativistas, que tentavam fugir a bordo de um carro roubado.
Quatro ou cinco assaltantes conseguiram escapar, segundo testemunhas. Segundo a agência egípcia Mena, quatro helicópteros do exército continuavam transportando feridos e cadáveres desde o local do atentado aos hospitais militares do Cairo e Assiut (380 km ao sul do Cairo).
A principal organização islamita armada egípcia, Jamaa Islamiya, reivindicou o atentado de Luxor mediante mensagens encontradas no local da matança, segundo fontes policiais.
Testemunha O turista americano Mathew Moyer, contatado em Luxor pela rede CNN, relatou o que aconteceu: ‘‘Nós corremos para o túmulo porque não sabíamos de onde vinham os tiros e vimos um soldado correr para uma colina com sua arma na mão’’, disse ele.
Mathew afirmou que os disparos começaram por volta das 10 da manhã (hora local), mas disse que não havia visto qualquer dos atacantes. ‘‘Nós realmente não sabíamos o que estava acontecendo, nós saíamos e entrávamos na tumba dependendo de quão intenso era o tiroteio’’.

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