São Paulo - Cerca de 200 familiares dos 154 passageiros chineses do voo MH370 da Malaysia Airlines fizeram ontem uma marcha de protesto rumo à embaixada malasiana em Pequim para protestar sobre a gestão do desastre e exigir mais informações. Na segunda-feira, os passageiros do voo foram considerados mortos pela companhia, que concluiu que o avião caiu no sul do Oceano Índico.
Os parentes, que até agora eram mantidos em um hotel em Pequim, decidiram se dirigir para a representação diplomática da Malásia após a não realização de uma entrevista coletiva que esperavam por volta das 10 horas locais (23 horas de segunda-feira em Brasília).
A companhia aérea disse ontem que irá oferecer às famílias US$ 5 mil (cerca de R$ 11,5 mil) por passageiro como forma de indenização. Diz ainda que está disposta a fazer pagamentos adicionais enquanto as buscas continuam, segundo informações da CNN.
Os manifestantes foram escoltados pela polícia chinesa, que também estabeleceu um anel de segurança em torno da Embaixada malaia.

Queda no mar
A Malaysia Airlines afirmou na segunda-feira aos familiares dos passageiros do voo MH370 que novas análises dos dados oferecidos pelos satélites mostram, "além de toda dúvida razoável", que o avião caiu no mar no sul do Oceano Índico ao oeste da cidade australiana de Perth.
A companhia, que enviou também uma mensagem de texto em inglês aos parentes das vítimas, destacou que não houve sobreviventes.
A notícia deu lugar a cenas de desespero no hotel onde estavam os familiares dos passageiros. Vários deles publicaram um comunicado expressando sua indignação contra a companhia aérea, o governo e os militares da Malásia. Além disso, acusam as autoridades de "ter escondido a verdade", causando "destruição psicológica e mental" dos parentes.

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